quarta-feira, dezembro 09, 2009

Apenas no Alentejo

Apenas no Alentejo (entre os vários locais que conheço) se terminam muitas noites com cantigas.

domingo, dezembro 06, 2009

Acerca de escrever uma canção, ou talvez não

Um dos melhores escritores de canções é, sem dúvida, Chico Buarque.
Para todos os que me acham machista nas piadas vejam esta do Chico. É terrível e sarcástica mas representa o que os homens (sensíveis) dizem MENTINDO para ....enfim....

Se de mim sabem que eu sou um idiota...do Buarque (todo ele compreensão para com as mulheres e tal e tal) pode, para as mulheres ser uma surpresa.

Para mim não o é, pois quem conta piadas desta forma (e com o sentido de PIADA, e que se conta entre homens ou a mulheres de quem se gosta), ela representa apenas o tanto que ...enfim....não é possível explicar


Siga a história:

Enquanto estava a escrever a letra da canção "Ode aos ratos" Chico Buarque telefonou ao amigo e zoólogo Paulo Vanzolini a perguntar coisas específicas, pois queria ser o mais preciso possível na canção. Coisas do tipo "o nariz, como é?", "é frio?", "é quente?", "macio?", "duro?", "e a pelagem?". Vanzolini, matreiro, responde: "Ô Chico, você mente tanto sobre mulher...porque não inventa qualquer coisa sobre ratos?" Chico Buarque não se atrapalha e contesta: "Pô Vanzolini...pelos ratos eu tenho o maior respeito".

terça-feira, dezembro 01, 2009

Voltando aos Vídeos

O vídeo é excelente (principalmente o final)...a música é lamechas um pouco mas lindaaaa de morrer (ou então estou doido....hmmm...ou ambas as coisas)

Não era a música que queria (essa era a Alucinação mas o único vídeo disponível era horrível) e este blogue sem Belchior não poderia ser uma espécie de blogue sequer (esta frase é pura retórica por isso tinha de a dizer)

Na verdade meus amigos sabem que muitas vezes eu referia a frase "No Corcovado quem abre os braços sou eu"...aqui está ela neste poema-canção do fantástico Belchior. Além do mais, muitos me acusam das minhas "brasileiradas" e creio que ainda não havia nenhuma no meu blogue, mas vai começar a "vingança" e em um mês aí virão elas a sério

Senhoras e senhores, convosco....BELCHIOR

segunda-feira, novembro 23, 2009

Conversa alheia

Ouvi esta frase hoje na mesa ao lado (falavam alto pois não sou assim tão curioso):
"a mulher perfeita para mim é aquela que...etc."
Seria fantástico se a frase terminasse em "aquela".

"a mulher perfeita para mim é aquela"

Na mesa ao lado não a terminaram assim e disseram uma data de banalidades depois. Termino-a eu. "a mulher perfeita para mim é aquela".

Facilito a frase (já de si fácil): a mulher perfeita para mim é aquela que sendo imperfeita contém no "aquela" que ela é o "esta" e o a "outra" que não pode deixar de ser.

a mulher perfeita é aquela.

Não tenho dúvidas, ao menos, que o meu ponto mais distante da (im)perfeição é quando sou "aquele"

a frase

A frase mais bonita que já ouvi:

A vida não é só vida.


Não se entende a frase eu sei, pelo menos é impossível de a entender hermeneuticamente (pois a vida é só vida)....mas há "qualquer coisa" dA verdade na frase que a torna sublime


De facto, a vida não é só vida.

sexta-feira, novembro 06, 2009

que mal fica

que mal fica colocar aqui uma prenda (maravilhosa) que recebi

Mas um blogue também é uma espécie de diário e relata esse tal dia-a-dia (por isso o meu estar quase sempre sem nada)

O Fernando colocou no seu blogue esta prenda para mim que aqui transcrevo...e aconselho o blogue dele (http://donnemoimachance.blogspot.com)...ele sim percebe alguma coisa disso a que chamam literatura e não tantos que para aí andam.

Gracias Fernando. De corazón!

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"amador por deus
escritor pelas mulheres
crente pelo mundo


errata: onde se lê amador, dever-se-ia ler escritor;
onde se lê escritor, dever-se-ia ler crente;
onde se lê crente, dever-se-ia ler amador.

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benjamim machado
Etiquetas: uma prenda de anos

quinta-feira, outubro 29, 2009

Recomeço

Recomeço o blogue.

A vida é feita de recomeços - ao menos para mim que não sei "começar".

E, contudo, minto.
A vida não é feita de recomeços. É feita, também, isso sim, de Desistir.
E de não resistir a voltar ao que se desistiu.
Como a esta espécie de blogue

segunda-feira, maio 18, 2009

No final de contas

A frase de Enrique Vila-Matas que mais gosto e com a qual mais me identifico foi dita por Vila-Matas a propósito do seguinte:
estava ele a narrar determinado acontecimento quando, de repente, se apercebe que aquilo teria de conduzi-lo a cada vez maiores explicações (e a distanciar-se, alargando, precisamente o que estava a tentar narrar). Dando-se conta disto então afirma, justificando a necessidade de abreviar a história que pretendia contar:
"A minha história será abreviada, ou não será".

Adoro esta frase....tal como a adoro ainda mais trocando a palavra "história" por "vida".

É que no final de contas...poucas coisas contam perante a brevidade da vida...
e sendo a vida inevitavelmente demasiado breve, outra forma não poderia ter para que o fosse

No final de contas: "a minha história será abreviada, ou não será!

segunda-feira, maio 11, 2009

Dúvida


Aqui estou, no mesmo café onde há cerca de 4 anos uma das coisas mais marcantes da minha vida foi conversado e muito mudou.
Aqui estou, sentado numa cadeira (frente a uma mesa, tomando um martini), um pouco mais atrás da mesa onde tudo ocorreu.
É curioso: estou, com extrema nitidez, a ver-me há 4 anos atrás, naquela mesa ali adiante, e a visualizar, e a escutar tudo, outra vez.

Por isso a única dúvida que tenho é: como é que eu, há cerca de 4 anos, naquela mesa ali adiante, não me vi nesta mesa aqui atrás?

quinta-feira, março 26, 2009

Beijo ontológico

Como a prazos mensais - de um mês sem calendário -
Beijo-te os olhos e digo-te quem sou

E confundo com acertos os desenganos,
que a vida - a mais senhora de todas as putas -
abençoou.

De lábios ternos, rugas fugazes e crenças de um credo por criar,
reza-se a um altar vazio e adormece-se acordado
para não sonhar.

E não há "mas" neste texto. Nem "porém", nem "talvez", nem "quiçá" ou "no entanto".
Termina como começou:
beijando-te os olhos...e dizendo-te quem sou.

quinta-feira, março 05, 2009

Vou esquecer a estrutura

Sim, porque este blogue tinha uma estrutura. Vou esquecer que a tinha.
Antes assim.
Daqui a pouco torno-me "aficionado" dos poetas japoneses: o Sol nasce, a bicicleta anda, o lobo uiva, o urso panda.

quinta-feira, maio 15, 2008

Por vezes


Por vezes uma violência filha da puta.
Advém ela de tanta beleza que existe no mundo.
Sim, o mundo devia ser menos belo, visto que tão pouco tem de bondade.

Um violência filha da puta que me consome e me tem ... e que depois me abandona deixando-me no rosto a forma de um sorriso.

Uma violência filha da puta, violência filha da puta, filha da.

quarta-feira, abril 30, 2008

desaparecendo por desaparecer


Há quem reclame comigo por a minha espécie de blogue apenas falar de mulheres.
Crítica legítima e injusta, simultaneamente.

Injusta porque caso fale apenas de mulheres ...elas não são apenas mulheres.
Legítima caso realmente apenas fale de mulheres MAS o título do blogue sempre anunciou ausências...assim que....

E, de qualquer forma, mais íntimo não posso ser, afinal há muito tempo que perdi a faculdade de ter ideias (sim, houve um tempo em que as tive). Hoje em dia a minha cabeça são "notas de rodapé".
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Tudo passa,
Vai no vento...
Como uma folha caída.

Eu conto as horas da partida (não importa o que ficou).
A
lembrança do teu regaço faz de guia de meus passos...na direcção do Sol-pôr